― À verdade, numa tortura
Desesperante à imagem da realidade.
Sei que finjo os meus olhos!
Porém, os vagos prazeres que produzem
São ampliados pela simplicidade de imagens.
Sei que finjo essas palavras!
No entanto, sou tão aldrabão
Como o vizinho mais próximo.
Ao espírito, não lhe resta mais nada
Senão reduzir-se à sua insignificância,
E ficar escondido,
Debaixo de quilos e quilos
De escândalos e futilidades
Que matam cada vez mais gente,
Todos os dias!
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