
Vingo cada dia ao prazer de te ver,
Ao saber o sim
Dessa tua falácia,
Ao ver a mentira e o sonho
Desses teus olhos.
Vens quebrar-me com paixão,
E sais impune,
Julgo eu talvez,
E imune,
Porque eu também sei julgar.
Cravas-te a mim.
Mentes-me,
Vendas-me os olhos
De uma realidade sonhada.
Avivas o fogo da ignorância.
Finalmente,
Beijas-me e matas
A réstia de alma que há em mim.