
No final, talvez,
De um beco, em sombras de segundos,
Cabe uma hora
Em silêncio, que faz um lancil da calçada
E por este se segue,
Não pisando as pedras
Nem o alcatrão da estrada,
Apenas as passadas,
Nuas e despidas,
De alguém que não anda com sentido
Mas anda por ver o fim do beco.
São passadas de alguém
Que olha os prédios,
Mas não os vê.
São estes passos de alguém
Que conhece o mapa,
Mas não sabe explicar
O porquê das ruas cruzadas.
Nem sabe, esse alguém,
Que a vida se faz de cruzamentos contínuos de estradas,
E lancis e calçadas.
Sabe apenas para onde vão,
E para onde tem esse alguém que ir…
Ah! Que quotidiano é esse alguém…
De um beco, em sombras de segundos,
Cabe uma hora
Em silêncio, que faz um lancil da calçada
E por este se segue,
Não pisando as pedras
Nem o alcatrão da estrada,
Apenas as passadas,
Nuas e despidas,
De alguém que não anda com sentido
Mas anda por ver o fim do beco.
São passadas de alguém
Que olha os prédios,
Mas não os vê.
São estes passos de alguém
Que conhece o mapa,
Mas não sabe explicar
O porquê das ruas cruzadas.
Nem sabe, esse alguém,
Que a vida se faz de cruzamentos contínuos de estradas,
E lancis e calçadas.
Sabe apenas para onde vão,
E para onde tem esse alguém que ir…
Ah! Que quotidiano é esse alguém…
1 comentários:
*passos :)
Continua a escrever, Hugo. É muito bom ler o que aqui vais deixando, poesia e reflexões. Never stop doing it :) Entretanto, espero que na tua outra vida - a de todos os dias - esteja tudo a correr pelo melhor.
Beijinhos
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