Sábado, 9 de Outubro de 2010

Dura Praxis, Sed Praxis

Fiquei triste ao saber a opinião de muitos caloiros deste ano sobre as praxes! E há muitas coisas que gostaria de esclarecer:

1. Não nos esquecemos de como é ser verme! Por nos lembrarmos de como é ser verme que a praxe é tão leve como é e nos preocupamos tanto com os caloiros!

2. Praxe NÃO é Igual a Vingança! Que raio de opinião é esta? Ninguém praxa por vingança (só os maus praxantes), para se poderem “vingar” (isto é, dos superiores e não dos caloiros que vêm para o ano) irá haver uma altura reservada para esse feito!

3. A Praxe É Dura! Se a praxe não fosse dura, não era praxe!

praxis

16 comentários:

Marisa disse...

Realmente a Praxe não é vingança até porque quem está a praxar nunca se vai "vingar" de quem o praxou mas o que é certo é que há muitos praxantes que "abusam" um pouco e nos tratam mesmo como se não fossemos pessoas. Custa-me muitas vezes ouvir certas coisas como um veterano estar a discutir com um caloiro e pergunta "o que é que tu és?" e a PESSOA ter de responder "sou um verme", o facto de nos chamarem muitas vezes burros, estúpidos e afins.
Estou a gostar das praxes excepto de certas "brincadeiras" que de certo não têm muita piada, para nós, caloiros. Custa-me também o facto de muitos praxantes nos tratarem mesmo MAL (às vezes até nos parecem frustrados e pensamos "bolas, este está mesmo revoltado, deve ter sofrido imenso e agora nós é que pagamos") e que ainda nos gozem. A tensão acumula e muitas vezes acabamos mesmo a chorar e é triste chorarmos por causa de um momento que deveria ser um dos melhores da nossa vida académica... Eu pessoalmente, estou a ir às praxes para puder ter um afilhado e trajar, que foi sempre um dos meus objectivos e se para isso tiver que "engolir alguns sapos", assim será.
Mas eu estou a gostar e, pelo menos para mim, ainda não foram muito "agressivos". Já conheci muitas pessoas simpáticas e sinto-me integrada - que é um dos objectivos das Praxes :)

Veterano (reformado) Nuno Fernandes disse...

Praxe não é vingança e não é suposto que seja simplesmente 'tolerada'. Ser praxado para poder trajar não é um bom argumento porque qualquer estudante do ensino superior pode trajar.

Quando não se gosta do que se passa há duas soluções:
- Tenta-se mudar o que é feito;
- Desiste-se.

Se não se consegue mudar o que é feito, acho que mais vale simplesmente afastarmo-nos, em vez de dar a cara por uma coisa que já não nos diz nada.

pulGa disse...

Porque Praxe é mais do que vestir um traje e ir para o meio de uns quantos vermes mandar umas bocas!
Praxe é estar por dentro de toda a tradição académica, honrar o traje e a faculdade que frequenta e com isso fazer todos os vermes perceberem o orgulho que é estar na ESEL e em ENFERMAGEM.

Dizem que doi, pois doi mas na vida universitária e profissional vai doer ainda mais, isto é só uma pequena amostra!

Tudo tem uma razao de ser, nao é por acaso que se olha para o chao, ou nao se fala com verme ....

* tem sido bom defender o espirito da praxe contigo hugo!
(Madrinha Estrela)

VERME disse...

Só tenho a dizer que escrevi que GOSTEI das praxes! Lá está, estamos lá apenas porque queremos, somos praxados porque QUEREMOS então não sei porque têm razões de queixa. Aliás, até achei bastante atencioso terem-nos pedido a opinião. De repente senti-me um ser humano! Kidding xD

Beijinhos,
Verme-Anónima-Que-Gosta-De-Espreitar-Os-Blogs-Dos-Superiores

Anónimo disse...

Caro Padrinho Hugo,

concordo com tudo o que menciona, no entanto, não nos podemos esquecer que na ESEL há muita gente que praxa por vingança e que não tem a minima noção do que significa Praxe.

Por isso pergunto-lhe, como é que quer que os caloiros percebam o que é a Praxe? Como é que não quer ler o que leu?

E vou mais longe, se Praxe é sinónimo de 'olhar para o chão', 'granada', 'não rir', 'não falar'? Onde é que entra a integração no meio disto tudo?

Há momentos para todo o tipo de Praxe!

A Praxe é dura? Sim é, e deve ser. Mas quando? Sempre que se justificar!

Saudações Académicas

Anónimo disse...

http://raiz-de-pensamentos.blogspot.com/2009/09/dura-praxis-sed-praxis-praxe-e-dura-mas.html

Padrinho Roberto disse...

Quem não aguentar o que é mau não vive para saber o que é bom... Para mim o orgulho de envergar o traje com os meus colegas e amigos é saber que aguentei com eles as praxes e agoram podemos envergar a prova disso e retribuir as praxes aos novos vermes.. É normal que não gostem de muita coisa, eu também não gostei.. E o que eu não gostei eu não mando fazer..
Mas senti o óptimo trabalho da COP ser desrespeitado, e senti-me eu mesmo desrespeitado, porque não apreciam as praxes que vos damos.. Têm sido super leves, sabem lá voçês o que é ser praxado a sério!.. E passar por vermes e não me falarem, ver as minhas ordens em praxe serem contestadas sem nenhum razão plausivel, e dizerem mal da organização e das praxes quando estão a ser, na minha opinião, muito boas.. Precisam de ganhar mais respeito e consideração por nós e pelo nosso trabalho, e principalmente pelo da COP..
É apenas a minha opinião, contestem à vontade.. E quem se lembrar de mim sabe perfeitamente como eu praxo, e duvido que tenha razões de queixa..

Marisa disse...

o facto de enfermagem também não ter sido a minha primeira opção (e de muitas colegas) desanima um pouco mas quero muito apaixonar-me pelo curso como aconteceu com o Padrinho :')

MUITO OBRIGADO pelas suas palavras!

Servem mesmo para me abrir os olhos e eu tenho completa noção de que este ano vai ser muito mais duro que os anteriores mas estou preparada :) Não posso dizer que não gosto do curso sem saber como realmente é e sinto-me muito orgulhosa por ter entrado na ESEL (afinal, como nos dizem nas praxes, não é mesmo para todos).

Segunda Feira mande-me fazer as granadas que quiser aha :')

Mais uma vez - MUITO OBRIGADA!

sete-sóis disse...

A praxe é estúpida. Se a praxe não fosse estúpida, não era praxe.

R.Joanna disse...

Idem, aspas aspas x.x

CALOIRA! disse...

Para os dois últimos comentários: discordo. Discordo muito.
A praxe é algo fantástico. Ontem foi a prova disso.

Padrinho Roberto disse...

sete-sóis e R.Joanna, comentarem assim prova que não viveram as praxes, passaram por elas, ou então nem isso... Os meus pêsames por terem perdido a vossa oportunidade... A praxe é originadora de algo lindo, e os que a viveram no baptismo comprovaram isso, fazem agora parte da familia ESELiana, e não há melhor sensação! Sejam bem vindos caloiros! =D

sete-sóis disse...

Padrinho roberto, com todo esse entusiasmo, estou em crer que te divertirias igualmente na igreja do reino de deus, e ainda receberias um bom salário.

Hugo Ferreira disse...

Por favor não vamos ter este tipo de discussão aqui! A praxe é uma tradição académica e, se for cumprida como tal e bem organizada, terá um resultado maravilhoso!
São opiniões!
Uns gostam e outros Não!
Paciência!

sete-sóis disse...

Paciência para discussões não me falta. Parece é que está a faltar-te um bocadinho a ti ;-)
Afinal, a praxe, que tradição tem? Faz-se desde quando? E a partir de quando é que algo se torna uma tradição?
A praxe é um jogo de poder, e demonstra, como as mais banais experiências que foram feitas, que a maioria dos seres humanos começam naturalmente a abusar do poder, a partir do momento em que lhes é dado um papel em que isso é permitido.

R.Joanna disse...

Eu simplesmente acho uma seca de morte... Mas isto tanto enquanto no papel de cobaia como no papel de veterana. Acho também que é muito estranho o fenómeno que foi colocando cada vez mais pressão no "instituto", convertendo-o numa espécie de prova que se tem de passar — a de se prestar alegramente ao que nos queiram fazer, e de um ano mais tarde perder tempo lectivo a fazer o mesmo a outros — se se quer pertencer verdadeiramente à faculdade. Isto ao ponto de eu não conhecer ninguém que se tenha atrevido a dizer que não a alguma coisa no período das praxes, mesmo querendo, porque o anti-praxes é encarado como o bicho-careta-antiquado-e-retrógrado.

Agora nisto há, como em tudo, opiniões positivas e opiniões negativas; e não duvido que haja muita gente que passe um bom bocado e que também torne as praxes uma coisa agradável aos outros (como imagino que seja o teu caso, Hugo). Agora a "estrutura de poder" (como teoriza Focault a propósito de outras coisas) que se enraizou por trás desta "tradição académica" é realmente assustadora... Ao ponto de ser uma espécie de ditadura da maioria, estou em crer.