Quarta-feira, 29 de Junho de 2011

Não sei quem sou...

Hoje falo de identidade!

Olho-me ao espelho, como em qualquer outro dia, penso em mim e belisco-me por estar a ser egoísta, porque me minto e me faço acreditar que o egoísmo é condenável. E pecado, é pecado (segundo a ironia de uma civilização já de si irónica).

Sim, hoje falo de identidade, porque ainda me falta descobrir quem sou.

Programam-nos de pequenos, formatados já de si quando saem pelas vaginas de suas mães, a seguir códigos de ética e moral em plena consciência da utopia em si  e da meta-realidade que pretendem atingir. A socialização morreu, quando nasceu o artificialismo! As mentiras e regras que colocamos sobre nós, dadas por uma sociedade ironicamente organizada e quase artificial de origem, impede-nos de nos vermos a nós próprios como somos e aos outros como eles são. Impede-me a mim de conhecer a minha identidade. Impede-me de aceitar, de socializar, sem pressupostos assumidos como reais ou juízos condenáveis.

Hoje falei de identidade!